ANJEF

Associação Nacional de Jornalistas e Escritores Filatélicos

HISTÓRIA POSTAL DE ANGOLA (12)

Elder Correia

(artigo publicado  no nº 2 da "Convenção Filatélica" - Março de 2002)

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3 - Os itinerários (Mapa 1)  

Como já atrás se focou a primeira etapa de encaminhamento das correspondências era feito por meios terrestres de Luanda a Leopoldville, percurso este que demorava cerca de 3 dias a efectuar-se.

A partir de Leopoldville, a mala postal seguia nos aviões da Sabena que faziam a ligação a Bruxelas, com paragens em Conquilhateville, Libenge, Fort Amchambault, Fort Lamy, Zinder, Niamey, Gao, Reggan, Colomb Bécher, Oran, Marselha e Paris. O percurso demorava cerca de 5 dias a efectuar-se.

A partir desta linha aérea havia dois percursos alternativos para o encaminhamento da mala postal para Lisboa:

1º - Em Marselha a mala postal era encaminhada para Bordeus, onde em conexão com a linha Lisboa Madrid-Barcelona-Palma de Maiorca-Bordéus-Paris-Londres seguia para o seu destino em Lisboa.

2º – A mala seguia até Paris e em conexão com a linha Lisboa-Londres atrás descrita seguia para o seu destino. Em alternativa na falta de ligação aérea o encaminhamento poderia ser feito pelo Sud-Express que partia diariamente da Gare d’Orsay para Lisboa. Foi este trajecto alternativo que tomou a mala que transportou a carta da Fig. 1.

As cartas que apresentamos nas Figs. 3 e 4, mostram que também a estação postal de Portugália aderiu ao sistema de transporte das malas postais por via terrestre até Tshikapa, serviço este também subsidiado pelos CTT de Angola,  para daí em conexão com os linhas aéreas da Sabena fazer seguir por Luluabourg até Leopoldville as malas postais. A partir de Leopoldville  era utilizado o mesmo encaminhamento da mala de Luanda.

Fig. 6 – Mapa de itinerários para o encaminhamento das malas postais "Por Avião".

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