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ANJEF |
Associação Nacional de Jornalistas e Escritores Filatélicos |
ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA DA
ANJEF
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por
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Hernâni Matos
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Na condição de Delegado da FPF-APD à Comissão FIP de Literatura Filatélica, promovi um inquérito junto de Escritores e Jornalistas Filatélicos portugueses em finais de 1999. Na sequência desse inquérito elaborei o relatório “Situação Actual da Literatura Filatélica Portuguesa”, onde após efectuar o diagnóstico da situação, propus inúmeras medidas a tomar, dizendo a certa altura: “Finalmente, em relação aos Jornalistas e Escritores Filatélicos, sem os quais também não há Literatura Filatélica, impõe-se que, em primeiro lugar, para além de palavras de natural incentivo e reconhecimento pelo trabalho realizado, não se deixe de exprimir a esperança de que cada vez mais as revistas filatélicas deixem de ser palco de agressões verbais a pessoas e passem a ser cada vez mais o reflexo da capacidade de investigação e estudo do seu corpo redactorial. De resto, o desempenho da função de Jornalista e de Escritor Filatélico pode ser valorizado através da constituição de uma “Associação Portuguesa de Jornalistas e Escritores Filatélicos”, cuja necessidade de criação vem sendo sendo sentida...” e cujos eventuais objectivos apontei então. Posteriormente, enviei circulares a todos os Jornalistas e Escritores Filatélicos portugueses conhecidos, no sentido de aferir da sua adesão a um tal Projecto. Como a maioria das respostas foi positiva e indicava ser esse o caminho justo e correcto a tomar, convoquei uma Assembleia Constitutiva da Associação que receberia a designação de “ANJEF – Associação Nacional de Jornalistas e Escritores Filatélicos”, a qual teve lugar no dia 22 de Julho de 2000 no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz. A
culminar o processo de legalização da ANJEF, a celebração da
escritura notarial teve como palco o Castelo de Évoramonte, no dia 17
de Setembro de 2000. A escritura foi lavrada bem próximo da casa de
Joaquim António Sarmago, onde em 26 de Maio de 1834, foi assinada a paz
entre liberais e absolutistas, após ter tombado o último reduto
miguelista. Ali foi assinada a chamada Convenção de Évoramonte
entre o miguelismo derrotado e o liberalismo triunfante. Na cerimónia
tive oportunidade de declarar: “Évoramonte é um local emblemático,
geográfica e historicamente. Aqui se efectuou na época, a ruptura com
um certo passado de arbitrariedades e se implementou uma opção política
mais consentânea com as aspirações sociais da maioria”. Daí
que tenha sido da opinião que
“Para nós, Jornalistas e Escritores Filatélicos portugueses, a
celebração da escritura notarial da ANJEF neste local onde se respira
História, é também a nossa Convenção de Évoramonte.” e
que tenha formulado votos para
”Que possam ser sanadas dissenções existentes e que sejamos capazes
de terçarmos todos armas em defesa da nossa dama: a Literatura Filatélica!
Todos não somos demais para unirmos esforços sincronizados, visando
conduzir a nossa classe filatélica ao plano a que tem pleno direito –
o de uma classe filatélica como as outras, mas com o valor acrescido de
ser indispensável ao fomento, à didáctica e ao desenvolvimento das
demais.” |
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O passo seguinte foi a Assembleia Eleitoral da ANJEF, a qual decorreu a 29 de Outubro de 2000, na Sede do Clube Filatélico de Portugal, em Lisboa. Ao acto compareceu a esmagadora maioria dos sócios fundadores, que votou por unanimidade na única lista que se apresentou a sufrágio e que havia sido proposta por uma Comissão Instaladora constituída por Hernâni Matos, Eduardo Sousa, António Borralho e Francisco Galveias, a qual em 17 de Setembro de 2000 fora mandatada em Évoramonte para constituir uma lista de consenso da classe. Os corpos sociais eleitos para o quadriénio 2000-2004 têm a seguinte composição: MESA DA ASSEMBLEIA GERAL: Eduardo José Oliveira e Sousa (Presidente), João Manuel Lopes Soeiro (1° Secretário), João Pedro Pinheiro da Silva (2° Secretário).DIRECÇÃO: Hernâni António Carmelo de Matos (Presidente), José Manuel Miranda da Mota (Vice-Presidente), António Dionísio da Silva Gama (1° Secretário), Francisco Matoso Galveias (2° Secretário) e Rui Manuel Pires Mendes (Tesoureiro).CONSELHO FISCAL: Elder Correia (Presidente), António Borralho (Relator), José Garraio Afonso (Vogal). CONSELHO DEONTOLÓGICO: Adelino Caravela, Eurico Cardoso, Jorge Branco, Pedro Vaz Pereira e René Rodrigues da Silva. |
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A
Associação tem entre outros os seguintes objectivos: “Congregar
os jornalistas, os escritores filatélicos e a imprensa filatélica
portuguesa e defender os seus interesses; Velar pela difusão de uma
informação honesta e verdadeira; Defender a honestidade e a
integridade da filatelia contra as falsificações, as especulações,
as emissões abusivas e tudo o que possa ser nocivo à filatelia;
Incentivar a edição de originais de trabalhos de estudo investigação
filatélica de interesse reconhecido; ‑ Procurar facilidades
editoriais para os seus membros; Revalorizar a literatura filatélica
nas exposições; Promover seminários de literatura filatélica.” O
ano de 2001 foi um ano virado para a organização interna da Associação,
na perspectiva de que é preferível dar passos curtos, mas seguros,
para o caminho não ser acidentado e não haver que recuar, o que pode
prejudicar o avanço. Foram assim lançadas as bases organizativas para
a edição quadrimestral da revista “Convenção Filatélica”,
órgão da ANJEF, integralmente a cores e que terá como director o
Vice-Presidente da ANJEF, Engº José Manuel Miranda da Mota,
prestigiado Escritor e Jornalista Filatélico, bem como Jurado de
Literatura do Quadro da FPF-APD. O
Estatuto Editorial da revista, que vai ser a pedra de toque da sua
orientação, teve nele o seu mentor e dele vamos ser todos, disso estou
certo, os seus arautos, através da prática efectiva dum jornalismo
pautado pelos princípios da
liberdade, do pluralismo e da independência, regido por critérios
jornalísticos de rigor, isenção e objectividade, no respeito pelos
direitos, liberdades e garantias consignados na Constituição da República.
De resto, com tal timoneiro o cumprimento da Lei de Imprensa e o
respeito pelo Código Deontológico dos Jornalistas, não deixará de
ser uma constante. A
acção da ANJEF não se esgotará na revista, pois estão-lhe atribuídas
estatutariamente outras missões, que estão a ser alvo de estruturação
para verem a luz do dia. Caso entre outras da edição de uma página
Web da ANJEF, prevista para
breve, e a realização de um Salão de Literatura Filatélica, em Março
do próximo ano, na Fundação das Comunicações, em Lisboa. Mas voltando à Convenção Filatélica, estão a ser envidados todos os esforços e estabelecidas todas as pontes possíveis, em todas as direcções, visando torná-la uma publicação filatélica de grande tiragem, virada simultaneamente para o estudioso e para o grande público, capaz de conquistar um espaço e de se impor a um público relativamente amplo, não só através da divulgação de trabalhos originais de estudo e investigação filatélica, bem como através duma acção pedagógica, visando a divulgação e o desenvolvimento da Filatelia em Geral e da Literatura Filatélica portuguesa, em particular. |