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ANJEF |
Associação Nacional de Jornalistas e Escritores Filatélicos |
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ANÍBAL QUEIROGA |
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Um companheiro que partiu |
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por Hernâni Matos |
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Faleceu no passado dia 17 de Novembro de 2001, vítima de doença prolongada, Aníbal do Carmo Queiroga Pires, sócio fundador da ANJEF, natural e residente em Évora, onde nascera há 68 anos. Economista de formação, trabalhava no Centro Regional de Segurança Social de Évora. Resistente antifascista e democrata num tempo em que não era fácil sê-lo, foi sempre uma voz incómoda para o anterior regime e por isso conheceu a dureza das prisões, tendo-se visto atirado para quase todas, onde teve companheiros como o médico João Pulido Valente e o camponês Dinis Miranda, seus amigos para toda a vida e que como ele não vergaram, pois a sua têmpera era outra. Depois da morte de seu pai foi Director do Jornal Democracia do Sul até à sua extinção. Logo a seguir ao 25 de Abril foi convidado para Governador Civil do Distrito de Évora, cargo que não aceitou, o que não o impediu de se empenhar em inúmeras batalhas cívicas e desenvolver actividades na frente cultural. Como jornalista, os seus textos vigorosos e de um rigor extremo foram sempre dotados de fino recorte literário, que o tornaram respeitado entre os seus pares e mesmo pelos adversários, pois era terrível ser arrasado pela prosa acutilante que fluentemente escorria da sua pena e com que magistralmente dissecava a injustiça, a arbitrariedade, a vaidade e o ridículo. |
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Aníbal Queiroga ao ser agraciado com o Troféu AFA em 1998, durante a realização da FILAMOZ 98. |
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Como jornalista soube sempre ser solidário com os simples e os injustiçados, pois acreditava que a Cultura devia estar sempre ao serviço do Povo e não contra ele, nem tão pouco ser um ornamento para usar em alturas de conveniência. Como homem de Cultura, dedicou-se em particular à Filatelia e ao Coleccionismo e nessa condição era o decano dos filatelistas alentejanos, para quem era uma referência. Sócio
fundador da Confraria Timbrológica Meridional Armando Álvaro Bóino de
Azevedo, onde tinha assento com o número 1 e era Presidente da Mesa da
Assembleia Geral, pois nunca quisera ser Presidente da Direcção.
Apesar disso, na Confraria ele foi o homem dos sete instrumentos, pois
foi o pai e a mãe da Confraria e pariu o Timbre – órgão oficial da
Confraria, onde foi o Grão-Mestre, o Kaiser, o A.Q., o Charlador
Maximófilo,
o etc. e tal. |
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Aníbal Queiroga ao subscrever a escritura de constituição da ANJEF – Associação Nacional de Jornalistas e Escritores Filatélicos, no Castelo de Évoramonte, no dia 17 de Setembro de 2000. |
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Ele
ajudou como ninguém a pôr de pé as grandes exposições da Confraria
e pela sua acção pessoal e decisiva, fez com que se mantivesse acesa a
chama da filatelia eborense, obrigando o resto do país filatélico a
olhar os alentejanos com respeito e a tirar o chapéu. Sócio de inúmeras colectividades filatélicas e figura respeitada da Filatelia Portuguesa, desempenhou o cargo de Delegado de Literatura da FPF-APF junto da FIP. Em 1998 foi agraciado com o Trofeu Associação Filatélica Alentejana e já em 2001 durante a realização da Exposição Filatélica Luso-Alemã foi-lhe atribuído pela Confraria Timbrológica Meridional, o título de Carteiro Honorário com o patrocínio da Federação Portuguesa de Filatelia e o beneplácito dos Correios de Portugal. |