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ANJEF |
Associação Nacional de Jornalistas e Escritores Filatélicos |
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JOÃO DE SOUSA CARVALHO |
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Hernâni Matos |
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João de Sousa Carvalho, filho de Paulo de Carvalho e de Ana Maria
Angelica, nasceu em Estremoz no dia 22 de Fevereiro de 1745. Começou os estudos musicais aos oito anos, no Colégio dos Santos
Reis Magos, em Vila Viçosa. Protegido pelo rei D. José I, aos quinze anos
é enviado para Itália por este monarca com o objectivo de se aperfeiçoar
na arte dos sons. Aí ingressa no Conservatório de Santo Onofre de Capuana,
em Nápoles. Terá tido como mestres, Nicollo Porpora, Carlo Cotumacci e
Joseph Dol e contacto com músicos como Paisiello, Piccini e Cimarosa, e
com as tendências do classicismo europeu. | |
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Regressa a Portugal em 1767, ocupando primeiro o lugar de professor
de contraponto e mais tarde, o de mestre de capela no Seminário da
Patriarcal, em Lisboa. Aí teve como discípulos António Leal Moreira,
Marcos Portugal, João José Baldi, João Domingos Bomtempo e o cantor e
compositor italiano Giuseppe Toti. | |
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Em 1778, João de Sousa Carvalho é nomeado professor de Música da
Corte e passa a residir no Palácio Velho da Ajuda. Bem remunerado e casado
rico em 1783, leva uma vida desafogada que lhe permite comprar
propriedades no Alentejo e no Algarve. A produção musical autenticada de João de Sousa Carvalho
distribui-se por três grandes grupos: Música Dramática, Música Sacra e
Música Profana não Dramática. A Música Dramática é constituída por dezasseis obras: cinco óperas,
dez serenatas e uma cantata. A Música Sacra constas de três hinos Te Deum mais duas árias, sete
missas, quatro salmos, uma oratória e um motete. A Música Profana consta de árias, bem como um dueto e uma cavatina, uma modinha e uma sonata. Protagonista no triunfo da música italiana em Portugal, a linguagem
de João de Sousa Carvalho não abdica de um certo gosto genuinamente
lusitano. Da sua vasta produção destacam-se as óperas l'Amore Industrioso (1769), Testoride Argonauta (1780), bem
como as serenatas Perseo (1779)
e Penelope nella partenza da Sparta
(1782). João de Sousa Carvalho terá falecido entre as Quaresmas de 1799 e 1800, provavelmente no Alentejo. | |
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João de Sousa Carvalho foi sem dúvida um dos maiores compositores de toda a história da música portuguesa e um filho ilustre de que a cidade de Estremoz muito justamente se orgulha. | |
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Bilhete postal comemorativo dos 250
Anos do Nascimento de João de Sousa Carvalho, emitido pelos Correios de
Portugal, em 27/3/1995. Obliteração comemorativa de Estremoz da Homenagem
a Sousa Carvalho, do dia
15/12/1996. Enviado sob registo pelo Maestro António Vitorino de
Almeida a Hernâni
Matos. |
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Verso do bilhete postal anterior com uma passagem duma composição de Sousa Carvalho, transcrita pelo punho do maestro António Vitorino de Almeida. |
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Com a Mostra Filatélica de Homenagem a João de Sousa
Carvalho terminou o ciclo das Comemorações do 250º Aniversário do
Nascimento do insigne músico, que iniciadas em 1995 se prolongaram até
1996. Estas comemorações da responsabilidade da Câmara Municipal de
Estremoz e dinamizadas pelo então vereador do Pelouro da Cultura, José
Varge, contaram com o apoio de uma Comissão Executiva da qual a Associação
Filatélica Alentejana fez parte. | ||